sábado, 30 de abril de 2016

PCB Participa de Ato Anti-Fascista em Teresópolis

Uma ameaça paira sobre o Brasil e o mundo: o crescimento do discurso de ódio e intolerância contra movimentos sociais, minorias, mulheres, as liberdades democráticas, a diversidade, os direitos humanos. Isto se chama fascismo. O país assistiu perplexo a chocante declaração de voto do deputado Jair Bolsonaro (PSC), na votação do impeachment, fazendo a apologia da ditadura militar que torturou, perseguiu, assassinou e “desapareceu” com milhares de cidadãs e cidadãos brasileiros. É dever de todo amante da liberdade repudiar e combater essa ameaça, que não é apenas contra aqueles a quem os fascistas rotulam como seus inimigos, mas contra a humanidade em si, da qual o fascismo é a mais explícita negação. Por esta razão o PCB encampou um ato anti-fascista em Teresópolis, ocorrido simultaneamente nas principais cidades do Brasil, onde denunciamos o crescimento do discurso de ódio e intolerância. Fascistas não passarão!















sexta-feira, 22 de abril de 2016

PCB-Teresópolis: Sentinela do Nosso Povo

Em reunião nesta última sexta-feira (22/04/16), o PCB de Teresópolis avaliou o quadro instável da conjuntura nacional, marcado pelo impedimento ilegítimo da presidenta da república por setores conservadores, que acelerarão medidas anti-povo já em curso em menor velocidade pelos governos petistas, exigindo das forças de esquerda uma grande frente anti-capitalista capaz de frear os ataques contra a classe trabalhadora. Notamos também o crescimento da extrema direita, capitaneada pelos discursos do deputado Jair Bolsonaro (PSC) de ode a ditadura militar brasileira, exaltando torturadores como heróis nacionais. Os comunistas teresopolitanos repudiam os discursos de ódio e intolerância, e em breve organizarão um ato ANTIFA na cidade. Teresópolis contra o fascismo. É força, ação! aqui é o partidão!

domingo, 17 de abril de 2016

Nem impeachment nem pacto com a burguesia: A saída é pela esquerda!

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O PCB respeita as forças políticas e sociais de esquerda e do campo democrático que estarão nas ruas neste domingo, mobilizadas por sinceras preocupações em função do avanço da direita em nosso país e muitas delas ainda embaladas no sonho de uma guinada do PT à esquerda, agora ou em 2018, na luta inglória por democratizar, reformar e humanizar o capitalismo. Queremos dialogar e construir unidade de ação com essas forças, em defesa das liberdades democráticas e dos direitos da classe trabalhadora, sobretudo com aquelas capazes de perceber que a luta prioritária é de caráter anticapitalista, nas ruas e nos locais de trabalho, sem ilusão num projeto de conciliação de classe cada vez mais rebaixado.
O PCB tem denunciado as manobras que setores majoritários da burguesia vêm fazendo para derrubar o governo, não porque este seja de esquerda nem mesmo reformista, mas pela demora, por conta de suas contradições, em radicalizar a chamada política de austeridade exigida pelo capital. Vale-se a direita da manipulação da mídia hegemônica, do ativismo político de setores do judiciário, das brechas que a democracia burguesa lhes assegura para exercer sua ditadura de classe e, principalmente, pelo fato de o PT ter cavado sua própria sepultura com sua política de conciliação de classe.
Identificamos também a seletividade com que a burguesia tenta jogar sobre o PT a responsabilidade única pela corrupção, que é sistêmica no capitalismo e financia escandalosamente todos os partidos e políticos da ordem. O PCB denuncia o cinismo e a dupla moral da direita, bem emblematizada nesse processo de impeachment, dirigido por um notório corrupto que, ao mesmo tempo em que acelera o impedimento da Presidente da República, manobra e empurra com a barriga o processo contra ele mesmo no Conselho de Ética da Câmara.
Durante os últimos meses, participamos de alguns atos em que era possível nos posicionarmos contra o impeachment e nos articularmos com um campo de esquerda na denúncia contra a conciliação de classe do governo. Mas os atos deste domingo serão marcados exclusivamente pela defesa do governo Dilma/Lula. Além do mais, na última quarta-feira, 13 de abril, diante do risco de o impeachment ser aprovado na Câmara, Dilma se rendeu inteiramente à burguesia, declarando que se o impeachment for derrotado, no dia seguinte, ela própria articulará “um pacto nacional, sem vencidos nem vencedores, incluindo a oposição”.
Por isso, deixamos claro que não participaremos dos atos em defesa do governo Dilma/Lula promovidos neste domingo, 17 de abril, pois o PCB não pode defender um governo que já anuncia uma trajetória cada vez mais à direita, aprofundando a aceitação do projeto da burguesia de mais ajustes e cortes de direitos.
Desde março de 2015, quando a direita pautou o tema do impeachment, o PCB deixou claro que, com qualquer resultado, os trabalhadores sairão perdendo mais do que já perderam, nesses 13 anos, com a conciliação de classe dos governos petistas. Sempre afirmamos que para se manter no governo a qualquer custo o PT não daria uma guinada à esquerda, mas sim à direita, cedendo cada vez mais aos interesses do capital. Desde o início desta novela de mau gosto o PT não fez outra coisa senão promover mais ajustes neoliberais e privatizações, além de acordos por uma base de sustentação mais conservadora.
Os governos petistas cooptaram setores dos movimentos sindicais e sociais, iludindo e desarmando os trabalhadores e, como se não bastasse, construíram um arcabouço jurídico para assegurar a ordem burguesa e reprimir as lutas populares: mantiveram a lei de segurança nacional, criaram a Força Nacional e efetivaram a portaria normativa da lei e da ordem e a famigerada lei antiterrorismo, recentemente proposta e sancionada pela presidente.
Independentemente do resultado da votação no plenário da Câmara, nossos esforços se concentrarão, cada vez mais, na articulação de um bloco de lutas anticapitalista e antimperialista, com vistas à unidade de ação em torno de lutas comuns. Não vamos nos dispersar com essa disputa pela administração do capitalismo – que ainda poderá durar meses de tramitação no Senado, de judicialização no STF, de manifestações do Fica e do Fora Dilma – enquanto a pauta conservadora e neoliberal avança e a correlação de forças fica cada vez mais desfavorável para os trabalhadores.
Todos os esforços dos comunistas e das demais forças anticapitalistas, a partir de agora, devem se concentrar na organização e mobilização dos trabalhadores e dos movimentos populares para enfrentar a ofensiva do capital. A saída é pela esquerda, com a formação de um bloco de lutas de caráter anticapitalista, com unidade de ação, em torno de uma pauta mínima que possa expressar as necessidades da classe trabalhadora por emprego, terra, teto, direitos e liberdades, na perspectiva de construção do Poder Popular, a caminho do Socialismo.
O PCB propõe a realização, no primeiro semestre do próximo ano, de um Encontro Nacional da Classe Trabalhadora e dos Movimentos Populares e a convocação de um Primeiro de Maio Unitário e Classista, em todas as cidades onde seja possível, iniciativas fundamentais para a necessária unidade de ação na luta anticapitalista.
PCB – Partido Comunista Brasileiro
Comitê Central – 16 de abril de 2016

sábado, 16 de abril de 2016

UJC-Teresópolis Organiza Passeata de Estudantes da Rede Estadual

Ontem, dezenas de estudantes da rede estadual de educação fizeram uma passeata em defesa da educação, contra a política educacional do governo Pezão (PMDB), do governador em exercício Dornelles (PP) e do secretário de educação Antonio Neto.
A UJC colocou em pauta para os estudantes a necessidade imperativa da refundação da UET (União dos Estudantes de Teresópolis) como importante ferramenta de organização e reivindicação de direitos por parte dos estudantes.
As bandeiras da UJC e da UET voltaram a ser desfraldadas pelos estudantes em apoio a greve da rede estadual e as dezenas de colégios ocupados por estudantes em várias cidades do estado.

Veja matéria da TV Cidade com a cobertura do ato





Ajude a organizar a UET, saiba mais em:







segunda-feira, 11 de abril de 2016

Comunistas Avançam na Proposta de Refundar a UET

Comunistas iniciaram uma forte campanha pela refundação da União dos Estudantes de Teresópolis (UET) que outrora já teve um importante papel político na sociedade. A volta da UET será um avanço significativo na organização e nas lutas dos estudantes secundaristas e universitários, das redes pública e privada, para auxiliar na formação de Grêmios, DCEs e CAs que visem a melhoria das condições de estudo e de vida para a juventude de Teresópolis.

PCB- Comitê Municipal de Teresópolis
UJC - Núcleo Teresópolis

sábado, 2 de abril de 2016

UJC-Teresópolis em Marcha com os Estudantes da Rede Estadual





No último dia 31, UJC e PCB mobilizaram os estudantes do C.E. Lions Club, que saíram em passeata do bairro operário do Meudom até a Várzea para o ato unificado em defesa da educação, em apoio a greve dos servidores estaduais. A representação de estudantes do Lions Club (aproximadamente 70 alunos) foi a maior entre as escolas estaduais que participaram do movimento. É revolucionária! e Anti-imperialista! e Viva a União da Juventude Comunista! Confira a nota política da UJC-Teresópolis na íntegra:

Em Teresópolis, com o início da greve dos professores do estado, surgiu uma grande mobilização por parte dos estudantes da rede estadual de ensino. Assim como no movimento secundarista das escolas do estado de São Paulo, os alunos tomam a frente do combate pela educação pública, gratuita e de qualidade. Atacando vorazmente seus algozes imediatos, gritos de Fora Pezão tomaram conta das ruas de Teresópolis no último dia 08.
Como representante do Estado Burguês, Pezão se torna a materialização do descontentamento popular contra essa instituição que não representa a nossa classe. Apesar da justeza desse movimento, é importante direcionar a revolta popular para um patamar mais amplo que alvos pessoais. A crise da educação não é responsabilidade - APENAS- do atual governador ou de seu partido, ou de seus partidos aliados; mas parte integrante de um projeto de sucateamento dos serviços públicos com o intuito de privatizá-los, seguindo a lógica capitalista de transformar direitos em mercadorias. Esta realidade entra em conflito com os gritos de Fora Pezão e da ideia de que a corrupção e os desvios de verba são a causa desse sucateamento, quando são na verdade apenas o meio pelo qual o governo o executa.

Após as ameaças do Secretário de Educação Antônio Neto, é preciso enfatizar que a greve dos professores é legítima. 2016 já é o segundo ano sem reajuste salarial, o que é inconstitucional, então se há alguém aqui que está agindo contra a lei é o próprio Governo do Estado do Rio de Janeiro. Se cortarem o ponto, estarão cometendo mais um grave crime, pois os pagamentos que já estão sendo realizados na metade do mês também caracterizam abuso.

A UJC apoia veementemente as greves tanto dos professores, como dos estudantes da rede pública de educação do estado, elogiamos as ações espontâneas dos alunos do CEHS, CECS, CEEC e CIA. Entretanto, defendemos a realização de uma assembleia estudantil que reúna representantes de todas as escolas com o objetivo de unificar e fortalecer as lutas, criando um calendário comum e estabelecer uma divisão de tarefas a fim de melhor aproveitar a ascensão secundarista em curso no nosso município, para superarmos o espontaneísmo. Passado esse momento conturbado, defendemos a criação e/ou reorganização de grêmios estudantis nos colégios estaduais da cidade, objetivando a reorganização da União dos Estudantes de Teresópolis.



segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

118 anos de nascimento de Luiz Carlos Prestes

Hoje fazem 118 anos de nascimento de Luiz Carlos Prestes. Um dos mais expressivos patriotas brasileiros. Ele que dedicou 70  dos seus 92 anos de vida à luta do povo brasileiro pela transformação da sociedade. Enfrentou de armas nas mãos os governantes,  de 1924 a 1927,  através da Invicta Coluna Prestes. Participou, como Presidente de honra da ALN, na luta antifascista em 1935, foi preso durante 9 anos, teve sua mulher e companheira, Olga Benario Prestes entregue aos nazistas alemães, grávida de 7 meses. Deste casamento nasceu Anita Leocadia Prestes, que hoje é historiadora e já escreveu mais de dez livros destacando grandes momentos da vida do Prestes e da história política do Brasil.
Anita preside o Instituto Luiz Carlos Prestes, que detém grande acervo da trajetória deste herói do povo oprimido e explorado do Brasil. Logo que saiu da prisão com a Anistia em 1945,  ele se elege o senador mais votado e ainda em paralelo se elege deputado federal constituinte.  Foi um dos mais destacados parlamentares da história do parlamento brasileiro, liderou a quarta maior bancada de 1945,  depois teve o PCB cassado seu registro e todos os mandatos parlamentares cassados, perseguidos, presos e assassinados, tudo em nome da chamada “democracia burguesa”.
Era o Brasil fazendo a opção pelo imperialismo estadunidense, durante os anos da guerra fria. Mas o Cavaleiro  da Esperança foi para  a luta na clandestinidade, de onde dirigia as difíceis lutas de reorganização do PCB e dos trabalhadores.  Luiz Carlos Prestes lutou sempre,  até seus últimos dias de vida,  enfrentou novos tempos difíceis pós ditadura civil-militar de 1964, ficando mais uma vez na dureza da luta clandestina, realizando Congresso, organizando  a resistência popular e democrática,  depois  por decisão do Comitê Central do PCB, foi para o exílio, de onde  continuou a luta contra  a ditadura e pelas liberdades democráticas.
Voltou do exílio com a Anistia, em 1979. Enfrentou  novos embates no PCB,  divergiu da maioria do CC, mas continuou sua luta como comunista e como revolucionário,  participando das lutas pelas diretas, nas campanhas eleitorais de  Brizola para presidente e de Lula em 1989. Faleceu em 1990, deixando um legado de heroísmo,  firmeza ideológica,  honradez e honestidade com os princípios e ideais que construiu nos seus 92 anos de vida. Sua vida e trajetória política se somam à rica história  de lutas proporcionadas pelo Partido Comunista Brasileiro,  o PCB,  onde Prestes militou e o dirigiu por cerca de 50 anos de sua vida. No final do ano passado sua filha e historiadora escreveu a sua biografia política,  editada pela Editora Boitempo,  num trabalho de pesquisa primoroso e uma edição muito especial.
Viva Luiz Carlos Prestes! Viva os seus 118 anos de nascimento! Para que sua história continue inspirando as atuais e futuras gerações na luta pelo Socialismo!
Roberto Arrais – Militante e dirigente do PCB